Quero me aposentar: por onde começar
Aposentadoria não é só atingir uma idade: desde a reforma da Previdência convivem várias regras de transição, e a escolha do caminho — e do momento — pode mudar o valor do benefício pelo resto da vida.
Tudo começa no CNIS
O CNIS é o extrato da sua vida de contribuições — e é nele que o INSS se baseia. Vínculos que não aparecem, salários zerados, períodos com pendências e indicadores de inconsistência são achados frequentes, e cada um deles pode custar tempo ou valor no seu benefício. Corrigir o CNIS antes de requerer costuma ser o passo que mais compensa.
As regras de transição
Para quem já contribuía antes da reforma, existem diferentes regras de transição (pontos, pedágios, idade progressiva), e cada uma faz conta de um jeito. Não há regra “melhor” em abstrato — há a melhor para o seu histórico, que só a simulação comparativa revela.
Tempos que valem mais (ou que o INSS esquece)
Tempo especial em condições insalubres ou perigosas (comprovado por laudos e pelo PPP — Perfil Profissiográfico Previdenciário), atividade rural, serviço militar, períodos como contribuinte individual: são pedaços de história que, bem documentados, entram na conta — e que, sem insistência, muitas vezes ficam de fora.
Como atuamos
Analisamos o CNIS, corrigimos pendências, simulamos as regras aplicáveis e indicamos o melhor momento e caminho para requerer — no INSS ou, quando preciso, na Justiça. O planejamento é feito antes do requerimento justamente para você não descobrir depois que havia opção melhor.
Perguntas frequentes
Já posso me aposentar?
Depende do seu histórico: idade, tempo de contribuição e a regra de transição em que você se encaixa. A resposta séria começa pela análise do seu CNIS — e é gratuita.
Trabalhei em condições insalubres ou perigosas. Isso conta diferente?
Pode contar: o tempo especial, comprovado por documentos como o PPP, pode reduzir o tempo exigido ou aumentar o valor. É um dos pontos que o INSS mais deixa de reconhecer espontaneamente.
Vale a pena esperar mais um pouco para dar entrada?
Às vezes sim, às vezes não — meses de diferença podem mudar a regra aplicável e o valor final, para melhor ou para pior. É exatamente a pergunta que o planejamento previdenciário responde, com números.
Quem se aposenta pode continuar trabalhando?
Em regra, sim — com exceções, como a aposentadoria especial, que costuma vedar a permanência na atividade nociva. Cada situação merece conferência antes da decisão.
Conteúdo informativo e educativo, elaborado conforme o Provimento 205/2021 da OAB. Cada caso exige análise individual — este material não substitui a consulta com um advogado.